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Boletim NEPAE-NESEN (ISSN 1676-4893)

Editorial



Pela atuação da enfermeira em situações de calamidade pública: o caso da dengue.

Em muitos países que vivem sob constante ameaça de terrorismo, acidente nuclear ou guerras, ou naqueles em que fenômenos naturais como terremotos e tornados são muito frequentes, as enfermeiras e demais profissionais de saúde são capacitados desde a graduação a atender muitos pacientes em situação de emergência com base em conhecimentos teóricos estruturados para acidentes e desastres em massa.Não que o Brasil esteja livre de calamidades e fenômenos naturais que causem risco de morte à população, mas causa espanto nosso despreparo e imobilismo (me incluo pois sou enfermeira e professora de enfermagem) diante de um problema de saúde que atinge uma massa populacional.Idealmente, deveríamos planejar com antecedência para acidentes em massa. No nível local, estadual e federal. Mas, em alguns momentos, me parece que a nossa cultura de colocar “tranca depois da porta arrombada” é mais forte do que toda a construção científica que a humanidade acumulou até o momento para se prevenir de catástrofes.Mas, se o incidente em massa acontece, precisamos ser ágeis para neutralizar suas consequências e impedir seu avanço. No caso da epidemia da dengue que acomete a região metropolitana do Rio de Janeiro, salvo melhor avaliação, considero que a aplicação das estratégias operacionais estruturadas para incidentes em massa pode ser muito eficaz na atenção que a enfermeira deve prestar a sua clientela nas Unidades Básicas ou nas Unidades de Emergência. Na sua Unidade, a enfermeira pode criar ou se reportar (caso tenha sido criado) a um Comitê de Comando do Incidente (neste caso, a dengue). Este Comitê coordena os profissionais, as unidades, os equipamentos e a comunicação em qualquer situação de emergência. É o centro organizador de todo o processo. Em especial dos componentes do plano de emergência. Uma vez que o incidente está em andamento, algumas etapas de um plano clássico de emergência não fazem mais sentido. Porém, mesmo em crise, o planejamento é mais do que nunca necessário. Não se pode prescidir de um plano inter/externo de comunicação e, principalmente, de uma plano de coordenação do cuidado do paciente (cuidados na Unidade, cuidados externos, transferências, etc). Numa situação de calamidade, é fundamental que se estabeleça um planejamento para o gerenciamento das pessoas que chegam à Unidade e o fluxo de tráfego. Desinformação, estresse e violência contra os profissionais podem ser prevenidos com um plano desta natureza. Há ainda outros componentes em um plano de operações de emergência. Porém, como a situação é de emergência, considero importante destacar a implementação de uma aspecto fundamental da teoria do cuidado para incidente em massa: a triagem dos pacientes pela enfermeira.A triagem é um componente fundamental no gereciamento de calamidades. Mais do que a identificação e documentação das informações do paciente, a triagem pela enfermeira permite a determinação da prioridade das necessidades de atendimento (vermelho, amarelo e verde, por exemplo) e o local adequado para o tratamento que, no caso da dengue, pode (e deve) iniciar ainda no espaço da pré-consulta com a hidratação oral (conforme protocolo do Ministério da Saúde para o tratamento da dengue) e continuar no domicílio sob vigilânica do familiar. Por meio da triagem, a enfermeira deve identificar os pacientes que têm alta prioridade e para estes aloca os recursos disponíveis, sem contudo, se afastar do princípio máximo que orienta o serviço de triagem: o maior benefício para o maior número de pessoas. Cabe ressaltar que embora a triagem deva ser feita com os pacientes suspeitos de dengue, a família também deve ser objeto da atenção da enfermeira. Informação é o melhor remédio para tratar o medo e a ansiedade vividos pelos familiares. Igualmente, deve ser oferecido um espaço digno de espera enquanto aguarda o tratamento de seu parente.Tanto na triagem quanto no cuidado direto do paciente com um distúrbio como a dengue, a enfermeira tem um serviço de qualidade a oferecer: preservação da vida.Infelizmente, no Estado do Rio de Janeiro, com várias faculdades de enfermagem, com um sem número de enfermeiras(os), as instituições de saúde (públicas e particulares, com honrosas e raras exceções) ainda se estruturam com base no velho modelo de uma única enfermeira “gerente” (ou com responsabilidade técnica)e, salvo melhor juízo, não encontram resistência por parte do Conselho de Enfermagem. Tomada de decisão é uma competência que distingue o profissional. Porém, distingue muito mais a instituição que o contrata.



Escrito por Prof. Dra. Isabel Cruz - ed. às 16h20
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Netiqueta para os cursos de Especialização

Netiqueta para os cursos de Especialização em Cuidados Intensivos e Métodos Dialíticos e Tansplante. Por favor leia com atenção estas simples recomendações. Elas são importantes para tornar o convívio na internet mais eficiente e prazeroso para todos nós. São úteis para toda comunicação que fizer via internet, encare-as como normas de conduta no cyberespaço. Gaste um pouco de seu tempo para economizar o de todos os seus leitores. * Preencha o Assunto (subjects) das mensagens com textos objetivos. Assim as pessoas podem decidir se a mensagem é ou não de seu interesse antes de lê-las. Use a própria mensagem para responder. Mas, mude o assunto quando a conversa tomar outro rumo. * Mantenha-se no assunto da relação estabelecida: aprendizado em enfermagem especializada. Não mande alertas de vírus, correntes de felicidade ou mensagens de caridade para a coordenação, secretaria e demais colegas. Isto não só é perda de tempo como todas estas mensagens costumam ser falsas e trazer no seu conteúdo programas espiões que roubam senhas ou qualquer outro material de seu computador. * Sempre faça referência (quote) às mensagens a que está respondendo. De preferência responda à mensagem clicando o comando Reply ou Responder. É importante usá-lo sempre, possibilitando a quem enviou a mensagem lembrar o conteúdo e o assunto que está sendo tratado. Afinal de contas você pode estar respondendo a uma mensagem que foi escrita há vários dias. Fora isto, é comum as mensagens chegarem fora de ordem. * Não envie arquivos anexados se nada foi solicitado neste sentido. Se enviar, comunique no corpo da mensagem o envio de determinado arquivo. * Seja educado.Um pouco de formalismo não é ruim. Bom uso do idioma é mandatório. * Dispensa-se o uso de “emoticons” ou sinais tipo :-) * Não escreva mensagens somente com LETRAS MAIÚSCULAS. Isto é falta de educação pois letras maiúsculas são entendidas como se você estivesse gritando. Use-as apenas para REALÇAR um detalhe. Mensagens escritas assim também dificultam a leitura. Fontes: http://www.samba-choro.com.br/s-c/tribuna/samba-choro.0003/0130.html Quer saber como gerenciar seus emails: http://www.malhatlantica.pt/teresadeca/email/funcoes-basicas.htm Netiqueta http://www.icmc.usp.br/manuals/BigDummy/netiqueta.html



Escrito por Prof. Dra. Isabel Cruz - ed. às 10h01
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Enfermeira especialista: como ler bem?



Escrito por Prof. Dra. Isabel Cruz - ed. às 07h09
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Eleição no Conselho Nacional de Saúde

No ultimo dia 31 de agosto aconteceu, em Brasília, a eleição do Conselho Nacional de Saúde - período 2006/2009. Seguindo as deliberações da XII Conferencia Nacional de Saúde (2003) o CNS agora conta com a participação oficial do movimento social negro no segmento usuários. Apresentaram candidatura e foram eleitas as seguintes entidades ou movimentos nacionais: Articulação de Ongs de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB),  Coordenação Nacional das Entidades Negras  (CONEN) e  Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB). Para garantir a participação e envolvimento de todos os representantes, optou-se pelo rodízio de titularidade e suplência durante os 3 anos: 2006-2007 AMNB, (1º).CONEN, (2º)CNAB; 2007-2008: CONEN, CNAB, AMNB; 2008-2009: CNAB, AMNB, CONEN. Outra novidade é o fato de que, pela primeira vez na historia do Sistema Único de Saúde (SUS) as/os representantes titulares de usuários, profissionais de saúde e comunidade cientifica, prestadores de serviço e entidades empresariais, vão escolher, por meio de voto direto, o presidente do Conselho.A posse e a eleição do presidente acontecerá no próximo dia 15 de setembro. Até esta data as entidades ou movimentos nacionais eleitos devem apresentar os nomes de seus representantes. Outras informações em http://conselho.saude.gov.br/

PARA SABER MAIS SOBRE O CONTROLE SOCIAL NO SUS : Conselhos de Saúde - órgãos formuladores e fiscalizadores das políticas de saúde. De composição e representação paritária, incluindo usuários e governo, profissionais de saúde e prestadores de serviço. Nos conselhos, os atos são deliberativos e o governo assume papel de membro integrante, em conjunto com os demais segmentos. 

Conferências de Saúde – eventos públicos, de caráter periódico, para a definição das diretrizes gerais da política de saúde. São os fóruns onde usuários e usuárias, trabalhadores e trabalhadoras de saúde, governo, prestadores e prestadoras de serviços e outros, discutem os grandes temas da saúde tais como  gestão, financiamento e recursos humanos.

Comitês de Mortalidade Materna, Comitês de Mortalidade Infantil ou Neonatal -  visa identificar e estudar óbitos, analisar as condições em que eles se deram; definir medidas, condutas e procedimentos de intervenção com vistas à redução dos mesmos.
por Fernanda Lopes - lopesf@usp.br

 



Escrito por Prof. Dra. Isabel Cruz - ed. às 07h13
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O impacto do racismo institucional da saúde da população negra

O racismo institucional[1] ? pode ser evidenciado ou detectado em processos, atitudes ou comportamentos que denotam discriminação derivada de estereótipos, preconceito inconsciente, ignorância ou falta de atenção e que colocam pessoas e grupos em situações de desvantagem. Na área da saúde, porém, ainda são poucas (contudo significativas) as pesquisas que revelam o impacto negativo da discriminação racial sobre a saúde e o bem –estar da pessoa[2]. No Brasil, onde há um modelo peculiar de discriminação racial, verifica-se que a esperança de vida para as mulheres (66 anos) e homens negros (62 anos) é menor do que para homens (69 anos) e mulheres brancos (71 anos). Vários outros indicadores de saúde e bem-estar são negativos para os negros, mostrando que esta população vivencia uma deterioração precoce da saúde devido a experiências maiores e mais freqüentes não só com a adversidade econômica, mas especialmente, com a psicossocial. Assim, os longos períodos de exposição do corpo aos hormônios estressores, exacerbados pela vivência cotidiana da discriminação, resultam em uma sobrecarga alostática que provoca a deterioração dos sistemas cardiovascular (doenças do coração, derrame, pressão alta), metabólico (diabetes) e imune (câncer, lupus), entre outros problemas restritos à esfera biológica. Mas, além do dano à saúde causado pelo racismo institucional, um desafio que se apresenta para os profissionais de saúde é a identificação de como a discriminação racial se manifesta. Em um estudo conduzido por mim, os clientes negros validaram a ocorrência das seguintes atitudes: conversa depreciativa a seu respeito, rudeza/descortesia/destrato/humilhação , não foi ouvida(o) ou foi ignorada (o), desconfiaram de insegurança, ser atendida(o) sem ser olhada(o) quase e  passar dor ou desconforto por falta de atenção do serviço. Com base nestes dados, lembro que 2005 é o Ano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (D.O.U. de 31/12/2005) e que para iniciar o combate ao racismo é preciso, tanto no plano individual quanto no coletivo/institucional, tomar consciência de sua existência também nas relações profissional de saúde-cliente/família. Ato contínuo, interromper ou não dar início à atitude discriminatória. Para tanto, o Núcleo de Estudos sobre Saúde e Etnia Negra- NESEN (www.uff.br/nepae/NESEN.htm) – se coloca para os profissionais, instituições de saúde e movimentos sociais como referência no sentido de estabelecer políticas de saúde culturalmente sensíveis e de promover de mecanismos de enfrentamento do estresse e de fortalecimento do controle social pela população negra e seu conseqüente empoderamento.


[1] The Lancet  Institutionalised racism in health care. The Lancet 1999; 353 (9155):765.

[2] Cruz, I.C.F. da Review of Nursing Research: theoretical and methodological topics related to Race/Colour/Ethnicity. Online Brazilian Journal of Nursing (OBJN-ISSN 1676-4285) [periódico online] 2003 April [citado em 06/08/2005]; 2(1): Disponível em: www.uff.br/nepae/objn201icruz.htm   



Escrito por Prof. Dra. Isabel Cruz - ed. às 15h58
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Health and Safety of Civilians is Severely Threatened

The International Council of Nurses calls for a halt to hostilities and the
mobilisation of an international peace keeping force.
Geneva, 7 August 2006 „Ÿ Speaking on behalf of the 13 million nurses working
worldwide, the International Council of Nurses (ICN) is drawing attention to
the severe negative impact of the current hostilities on the health and well
being of the civilian populations in affected countries in the Middle East.
"With many hundreds of defenceless civilians - children, women and men -
killed since the hostilities began 3 weeks ago, the effects of the armed
conflict in Gaza, Israel and Lebanon are devastating", stated ICN President
Hiroko Minami.  "We call on international institutions to initiate a halt to
the hostilities and mobilise an international peace keeping force without
delay."
Along with the grave losses of life and serious injury, the conflict has
displaced more than a million people, as infrastructure, homes and
communities are destroyed and people seek safety.  Most of the displaced are
now living in precarious conditions, with poor access to proper sanitation,
clean water and sufficient food, undermining the health of populations and
creating circumstances favourable to epidemic diseases.  Precious resources,
financial and human, are diverted to war - inevitably at the expense of
investment in health, health systems and education.
ICN believes nurses have an important role to play in addressing the impact
of conflict, including the emergency and long term health needs of refugees,
other civilian populations and wounded armed forces personnel, and demands
protection for all health professionals and relief personnel providing care
in conflict zones.
"As stated in our Position Statement, ICN strongly opposes armed conflict
under any circumstances and we urge our member national nurses associations
in 129 countries to join us in calling for an immediate cessation of the
armed conflict in the Middle East and the rapid deployment of an
international peace keeping force," concluded Dr Minami.
Editor's Note
The International Council of Nurses (ICN) is a federation of 129 national
nurses' associations representing the millions of nurses worldwide.
Operated by nurses for nurses since 1899, ICN is the international voice of
nursing and works to ensure quality care for all and sound health policies
globally.
For further information contact Linda Carrier-Walker
Tel: +41 22 908 0100  Fax: +41 22 908 0101
Email:  carrwalk@icn.ch    ICN Website:  www.icn.ch
<http://www.icn.ch>
ICN/PR/06 #13



Escrito por Prof. Dra. Isabel Cruz - ed. às 08h20
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BNN agora é online e interativo

O Boletim Eletrônico NEPAE - NESEN (BNN),publicação informativa do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre as Atividades de Enfermagem (NEPAE) e do Núcleo de Estudos sobre Saúde e Etnia Negra (NESEN), da Universidade Federal Fluminense (UFF, retorna agora na forma de BLOG. O BNN que tem como missão ampliar a rede de contatos entre os estudantes, os profissionais de enfermagem e de saúde, como também com os participantes dos movimentos sociais, pretende com este novo formato ser mais ágil e mais interativo. Se antes você já produzia o BNN, agora pode muito mais!



Escrito por Prof. Dra. Isabel Cruz editora às 10h21
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